Muito tempo sem escrever...
Hoje passei o dia pensando sobre o tempo e o valor que atribuímos a ele. Fiz um “recordar é viver” e viajei em meus pensamentos para bem longe, há séculos atrás até chegar aos dias de hoje, e evoluímos entre anos, meses, semanas, dias, horas, minutos até a nossa atual situação, em que vivemos as voltas com os segundos!
Recordando as histórias antigas vi que os homens pensavam na vida em anos, tudo girava em torno de quantos anos seriam gastos para realizar certas coisas e quase tudo era calculado em décadas, construções eram erguidas com vários anos, doenças sanadas após muitas dores, e a vida era mais difícil e sofrida. Depois vieram os meses, viagens demoravam meses inteiros e naquela época parecia um espaço curto de tempo. Passando pelos anos, meses chegamos às semanas e no termo que utilizamos até hoje “em uma semana...” tudo se resolve, mas o tempo não parou por aí, pois uma semana é constituída de sete dias e nos deparamos com os dias, e o homem achou que um dia era o tempo necessário para fazer grandes feitos. Um dia inteiro corresponde a 24 horas, como sempre estamos querendo coisas rápidas arredondamos os dias para as horas e “uma hora” passou há ser o tempo limite para certas coisas serem executadas. E como somos seres que vivemos constantemente em busca do dinamismo descobrimos os minutos e nos vimos no direito de conquistar o mundo, e surgiram as nossas frases cotidianas “mais cinco minutos”, “aguarde um minutinho”, entretanto, na atualidade nos deparamos com o envolvente e fascinante segundo, o que divide o tão rápido um minuto em 60 partes e faz o coração pulsar cada vez mais rápido, o segundo hoje rege as nossas vidas, se abrimos uma página na internet ela tem que estar completa em cinco segundos, no máximo, ou quando ligamos para alguém, quantos segundo você espera até a pessoa atender, 5,6,7... 8?! Sim no presente momento somos regidos pelas facilidades, pelas celebridades instantâneas, que surgem num clic da máquina digital, somos regidos por caixas de e-mails lotadas, messenger, celulares e tudo aquilo que seja cômodo e rápido. Depois de passear por toda essa “linha de tempo” me pergunto o porquê de querermos sempre que as coisas sejam mais rápidas se ainda não aprendemos a aproveitar o tempo que nos sobra. Corremos tanto, mas ainda não temos certeza de onde queremos chegar...
Cintia Miguel


1 Comentários:
Olá Cíntia! (eu acabaei de escrever um recado para vc no Orkut)
Esse lance de tempo é realmente estranho. Pois se vc parar para pensar, as pessoas querem tudo tão rápido que não dá nem tempo de pensar o básico de todo início de qualquer coisa (pra que ela siga à frente): será que eu quero isso?
Sem esse início, todo o resto é fútil. Passamos todos os minutos, horas, dias, meses e anos agindo em torno de dezenas de milhares de "momentos" (padronizados e contados ansiosamente) fúteis. Mas estamos aí.
Esse finalzinho me lembrou "Alice no País das Maravilhas" (um livro legal). Em um momento a Alice perdida naquele lugar tosco (pelo menos para ela) pergunta àquele gato invisível para aonde ela deve ir, ele retruca perguntando aonde ela quer ir, ela diz que tanto faz e ele responde:
"Então tanto faz que caminho você siga".
A última notícia, do último segundo, sobre um acidente de carro na China me chama atenção. A política que se arrasta durante séculos em meio a lama me parece estranha, uma informação penosa de se absorver. O que está no fundo do meu coração à milênios, que eu sequer tenho idéia do que seja, passa por mim todos os dias de todos estes séculos sem que eu lhe dê a devida (seria ao menos mínima?) atenção.
A glória ao mundo de hoje é que com tanta rapidez, se pensa cada vez menos (até pq tudo está pronto e quase ninguém contesta o que deveria (e pior ainda) nem como deveria). Seria um objetivo global a idiotice coletiva?
Duvido muito (?! se bem que tenho lá minhas dúvidas). Ô cambada de gente preguiçosa!
Eu sempre achei uma escova de dentes automática desnecessária. Tão supérfluo como uma almofada de privada que te pesa e se aquece em dias de frio. (de repente, se eu morasse no norte da Rússia, a almofada de privada não cairia mal, mas, nesse caso, um condicionador de ar, nem pensar!)
Nem sei...
...
E é isso...
F.O.I. -->fui................
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