domingo, agosto 27, 2006

Que Beleza!

A cada dia vejo mais beleza nas pequenas coisas e fico admirada com esse universo paralelo que surge a cada olhar...

Passei a reparar em tudo que é belo, em tudo o que faz parte da minha vida sem eu notar.

Como as ondas do mar de Jacaraípe, que sempre estão lá prontas para alegrar meus olhos.

O horizonte sempre tão belo e distante.

As pessoas que passam algumas que ficam e outras que marcam. Cada uma em seu tempo, a sua maneira e todas possuem singular beleza.

Os pássaros que vivem saudando o amanhecer...

As nuvens, e seus desenhos sempre tão singelos.

Os raios de sol, e tudo o que ele clareia.

O céu e suas inúmeras cores, laranjas, rosas, lilás, azuis...

A lua, silenciosa, misteriosa e encantadora, que ao olharmos encontramos os nossos pensamentos mais perdidos em meio as nossas verdades.

O vento, com seu toque suave quase que um beijo de mãe.

Tenho reparado em tudo o que a natureza nos dá para sermos felizes e que apenas ignoramos por elas não terem o termo “funcional” em seu manual de instruções e sim surpresas a cada virar de página, a cada novo dia...

Como acordar, com tudo, em um dia chuvoso. Mas se você prestar atenção poderá ver as gotas de chuva caindo das folhas das árvores, ou então observar a chuva caindo no mar...

Enfim, existe beleza em tudo, basta você abrir os olhos da alma para ver!

“A beleza está nos olhos de quem vê”


Cintia Miguel

terça-feira, agosto 15, 2006

Muito tempo sem escrever...

Hoje passei o dia pensando sobre o tempo e o valor que atribuímos a ele. Fiz um “recordar é viver” e viajei em meus pensamentos para bem longe, há séculos atrás até chegar aos dias de hoje, e evoluímos entre anos, meses, semanas, dias, horas, minutos até a nossa atual situação, em que vivemos as voltas com os segundos!

Recordando as histórias antigas vi que os homens pensavam na vida em anos, tudo girava em torno de quantos anos seriam gastos para realizar certas coisas e quase tudo era calculado em décadas, construções eram erguidas com vários anos, doenças sanadas após muitas dores, e a vida era mais difícil e sofrida. Depois vieram os meses, viagens demoravam meses inteiros e naquela época parecia um espaço curto de tempo. Passando pelos anos, meses chegamos às semanas e no termo que utilizamos até hoje “em uma semana...” tudo se resolve, mas o tempo não parou por aí, pois uma semana é constituída de sete dias e nos deparamos com os dias, e o homem achou que um dia era o tempo necessário para fazer grandes feitos. Um dia inteiro corresponde a 24 horas, como sempre estamos querendo coisas rápidas arredondamos os dias para as horas e “uma hora” passou há ser o tempo limite para certas coisas serem executadas. E como somos seres que vivemos constantemente em busca do dinamismo descobrimos os minutos e nos vimos no direito de conquistar o mundo, e surgiram as nossas frases cotidianas “mais cinco minutos”, “aguarde um minutinho”, entretanto, na atualidade nos deparamos com o envolvente e fascinante segundo, o que divide o tão rápido um minuto em 60 partes e faz o coração pulsar cada vez mais rápido, o segundo hoje rege as nossas vidas, se abrimos uma página na internet ela tem que estar completa em cinco segundos, no máximo, ou quando ligamos para alguém, quantos segundo você espera até a pessoa atender, 5,6,7... 8?! Sim no presente momento somos regidos pelas facilidades, pelas celebridades instantâneas, que surgem num clic da máquina digital, somos regidos por caixas de e-mails lotadas, messenger, celulares e tudo aquilo que seja cômodo e rápido. Depois de passear por toda essa “linha de tempo” me pergunto o porquê de querermos sempre que as coisas sejam mais rápidas se ainda não aprendemos a aproveitar o tempo que nos sobra. Corremos tanto, mas ainda não temos certeza de onde queremos chegar...

Cintia Miguel